Pseudo Intelectuais Brasileiros

Tenho recebido postagens de alguns velhos amigos sobre um vídeo que caiu na rede de um bate papo de uma Sra. Chaui em uma universidade brasileira.

Como gosto muito de uma briga, acabei respondendo via facebook algo que já me incomodava faz tempo: por que os pseudo intelectuais de esquerda ou acadêmicos culpam a classe média por todos os males brasileiros ?

Esse é o link do vídeo:

http://www.conversaafiada.com.br/tv-afiada/2012/09/01/chaui-analisa-a-classe-media-paulista/

Essa foi minha resposta para minha colega via facebook:

Quanta besteira. Parei de ver quando ela citou que o “camarada” paulista perguntou onde ele ia estacionar sua mercedes … Desde quando a classe média paulista tem mercedes ?

Acho que eu seria fã dessa senhora em minha época de juventude socialista. Agora, amadurecido e com contas a pagar, percebo que essa ideologia caquética é uma realidade a parte do mundo real dos trabalhadores.

Dentro do meio acadêmico é muito bonito criticar a classe média paulista e os golpistas (como se a classe média fosse tomar o poder a qualquer momento). Mas todos esquecem que a classe média (paulista ou brasileira) são as verdadeiras forças que sustentam esse país nas costas. São trabalhadores, operários, fazendeiros, pequenos empresários, professores entre outros profissionais que permitem que os ricos sejam mais ricos e que os pobres recebam tanto dinheiro assistencialista através dos impostos que ela paga. Alguns se preocupam com os pobres, outros com os ricos.

Quem faz lei para incentivar a classe média a crescer ? Alguém pode me definir realmente quem é a classe média desse país ? Porque eu garanto que não são proprietários de mercedes, eles não moram no Morumbi e nem viajam para o exterior mais de uma vez por década.

Venham me dizer que tenho uma visão burguesa (apesar de não morar em São Paulo – capital), mas convivendo com esses heróis brasileiros que aguentam assaltos, corrupção, ladainha de partido comunista entre outros desaforos, ainda acordam segunda feira de manhã para trabalhar e levar o peso de milhões de brasileiros nas costas. Fica minha simples opinião: falar abobrinha para um bando de estudante alienado é tão útil para o país quando confundir a segmentação das camadas sociais brasileiras.

Geralmente esse pessoal de esquerda é meio extremista. É possível que eu tenha perdido mais uma amiga devido a minha sinceridade (misturada com sono e revolta). Mas não ligo muito. Espero logo estar em uma sociedade que seja um pouco mais justa. Então o pouco que posso fazer para tentar abrir a mente das pessoas é isso.

Meu conselho verdadeiro é: pensem por si próprios !

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3 respostas em “Pseudo Intelectuais Brasileiros

  1. Minha mãezinha dizia: ” Nós não somos pobres: nós somos classe média baixa.”
    Ao que meu pai consolava-me: “Liga não, meu filho. Nós somos pobres mesmos.”

    Chego na universidade e tem a aula de economia onde o professor explica a divisão de classes no Brasil. Nessa época, com 22 anos, eu já ganhava o dobro de um professor doutor na Federal. Eu achava que era classe média. Aí ele foi explicar que abaixo da classe pobre, no Brasil ainda tinha 2 outras classes. Quando ele explicou como fazer análise para definir quem é classe média (típico trabalho de economista no IBGE), eu finalmente notei que eu realmente não era classe média. Já adianto que foi só no mestrado que eu descobri o porquê do ser humano da classe pobre querer acreditar que pertence à classe média.

    Enfim, classe média tem que ter mercêdes, bmw ou porshe. Audi, lincoln ou lexus não serve. Tem que vir da Alemanha. Detalhe: carro de rico vem da Inglaterra.

    Mas console-se se você não tinha ou tem um mercedes. Você não pode absolutamente prever o futuro. Tem até males que vês para o bem. Quem sabe você um dia vocês ganhará 400 mil dólares por ano e terá sua mercedes para usar no verão. Enquanto você e sua mulher estiverem fazendo 100 mil dólares por ano cada um, aceitem pertencer à classe pobre.

    Lembre-se: quando a gente compara-se, a gente consola-se.

    • Entendo seu ponto. De certa maneira concordo, mas ao mesmo tempo tenho restrições.
      Não quero prolongar esse tipo de debate de classes. Até porque não sei se você lerá.
      Lembro que um sábio professor de história que tive, comunista ao extremo, me citou uma vez que essa divisão de classes não existe mais. Até porque o poder aquisitivo não determina mais o seu poder de compra. sério. Parece contraditório, mas não é.

      O que mais me indigna é a generalização. A “Classe Média destrói o páis”. “Os paulistas são mau educados”. Mesmo que eu não seja classe média e nem seja paulista, desprezo totalmente esse tipod e afirmação. Se tal socióloga tivesse dito que os baianos ou nordestinos destroem o país, seria bravamente acusada de racismo.

      Mesmo peso e duas medidas para um mesmo ponto de visão.

      Está na hora dos intelectuais pararem de se procupar com o prosilitismo arcaico em plana era moderna e focar no que realmente precisa ser feito: propostas sérias para renovar esse país.

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