1° Emprego, 2° Emprego e considerações …

Para começar, já aviso que o post tem uma dose de realidade e pode ser que voce não goste do que vá ler. Talvez muitos nem concordem. Mas afinal, essa é minha opinião do que vi até agora aqui.

Consegui arrumar “o” primeiro emprego no mes passado. Não, não era na minha área. Era um trabalho de madrugada fazendo limpeza de equipamentos em uma fábrica. Esse foi meu primeiro emprego no Canada.

Na sequencia, fui chamado para uma outra vaga mais interessante, em linha de produção no horário da noite. Vaga muito mais interessante e promissora para o futuro, troquei então após 2 semanas de trabalho, o emprego. E essa é minha segunda experiencia de trabalho no Canada.

Vamos as considerações que tenho tido apos contato com muitas pessoas aqui no Canada. Aquele papo de venha para o Québec, voce tem um lugar aqui … Bem, isso é verdade, mas parcialmente verdade.

Somos bem recebidos, temos suporte de organismos e as vezes também do governo. Mas a realidade é que não há emprego para nós. Emprego que eu digo é qualificado, dentro de nossas áreas de trabalho.

Quando cheguei aqui fiz milhares de contatos, enviei centenas de currículos, fiz contato boca a boca … Não adianta, eles não chamam imigrantes recem chegados para trabalhos qualificados. E isso não é só com a gente. Trabalhei de madrugada com um marroquino, frances fluentes, arabe fluente, espanhol fluente e ingles ‘utilisavel’. Ele é engenheiro industrial com 10 anos de experiencia. E também não conseguiu nenhuma entrevista na própria área. Ainda está fazendo a Equivalencia de Diplomas (que demora até 1 ano para sair). Contando que ele mora aqui há pouco mais de 1 ano, essa é a situação geral.

Lição número 1 – Peça a Equivalencia de Diplomas do MICC ainda no Brasil.

Lição número 2 – Não importa se seu frances é ultra mega fluente, não faz diferença.

Claro que vai facilitar sua vida aqui falar frances, mas isso não te garante um emprego na área.

Com alguns gerentes industriais que conversei (2 deles imigrantes) a dica foi exatamente a mesma: volte para a escola, obtenha um diploma quebecoise e depois volte a postular as mesmas vagas.

Lição número 3 – Tenha noção que aquele papo de “dar um passo atrás” na carreira é balela. Voce terá que recomeçar tudo do zero, ou ao menos, obter um diploma local.

Claro que existem exceções. O pessoal de enfermagem não parece ter dificuldades em arrumar emprego. O pessoal de pedagogia que optem por trabalhar como auxiliar em garderies até sair as validações também conseguem trabalho rapidamente (vi 2 pessoas que arrumaram em menos de 1 mes).

O pessoal de TI ? Bem, pela minha experiencia vivida até agora descobri que para eles também não é tão fácil. Das pessoas que conheci, 2 casais arrumaram emprego na parte inglesa e foram embora (mas não sei em que área), 1 pessoa trocou de emprego aqui e foi demitida apos 1 semana e até agora não conseguiu trabalhar mais (decidiu mudar de carreira apos isso, mesmo tendo mais de 20 anos de experiencia) e 1 pessoa me relatou que demorou cerca de 1 ano para conseguir um emprego na área.

Lição 4 – Se voce quer trabalhar na sua área, venha com dinheiro para viver por pelo menos 18 meses sem trabalhar e prepare-se para voltar para a escola e obter um diploma local rapidamente.

Mais é difícil conseguir emprego ? Não. Tem muitas vagas na sua área ? Sim. Essa relação é complicada. Tem muita vaga de trabalho para minha área, muita mesmo. Mas os recrutadores simplesmente não chamam. Mas para trabalhar em produção, existe muita oportunidade e o emprego é de certa forma fácil de obter.

Lição 5 – Se voce vier já pensando em pegar um Survival Job, saiba que esse tipo de trabalho é fácil de conseguir, mas significa trabalhar pesado.

Recomendo o Survival Job para casais que possam se virar juntos. Enquanto um se aplica estudando e melhorando sua empregabilidade aqui, o outro trabalha. No futuro, poderão inverter a situação.

Alias, para melhorar a empregabilidade é possivel assistir aquele monte de palestras que os orgãos dão aos recem chegados. Muitas delas serão uteis, outras serão totalmente inuteis. Inuteis do tipo de palestra que ensina a diferença entre um cartão de débito e um cartão de crédito. Isso porque as palestras são gerais e o público não são só profissionais qualificados, mas também refugiados que sequer tiveram conta em banco durante toda a vida.

Lição 6 – As palestras para os recém chegados são importantes de participar, mas elas não vão resolver o problema de empregabilidade e devem ser bem selecionadas para não perdemos tempo.

Participe das comunidades em redes sociais. No facebook, nas listas de emails, muita coisa boa surge em termos de doações, instruções ou dicas. Conhecer pessoas aqui e poder se estruturar sem gastar faz muita diferença para os recem chegados.

Lição 7 – Deixe no Brasil seus preconceitos. Aqui receber uma doação de equipamento usado, roupa usada ou qualquer outra coisa não é uma coisa para ter vergonha e pode ajudar muito durante os primeiros meses sem renda.

Lição 8 – Participe das redes sociais e conheça outros brasileiros. Eles poderão ser importantes na sua integração.

Aqui em Montreal tem muito imigrante. Muito mesmo. Tem tantos que vários orgãos dão ajuda de custo e auxiliam na transição de imigrantes que queiram morar e trabalhar em cidades menores. Antes de vir a Montreal, considere que embora aqui haja muitas vagas, existe uma inifinidade de imigrantes que também querem a mesma vaga. Esses dias vi uma estatistica de trabalho para administrador, que dizia que existiam 130 vagas abertas em Montreal para 3000 candidatos, enquanto em Saint-Bruno haviam 3 vagas abertas e somente 1 candidato. Montreal é linda e aconchegante, mas a disputa por trabalho é como SP e RJ.

Lição 9 – Considere, pense e repense se voce quer mesmo vir a Montreal ou outra cidade grande. Se seu dominio de trabalho estiver em demanda em locais menores, pode ser uma ótima opção optar por lá.

Claro que Montreal oferece um ótimo sistema de transporte, serviços e afins. Tudo isso deve ser colocado na ponta do lápis.

Outra coisa que vejo muitos se decepcionando é com o ar antigo de Montreal. As pessoas esperam encontrar algo mais tecnologico, de “primeiro mundo”. Montreal tem um certo ar europeu e não se parece em nada com as cidades americanas ou do Canada ingles. Considere o fator e se voce for uma pessoa muito cosmopolita, talvez a parte ingles ou o EUA sejam mais propriados para voce imigrar. Sério mesmo, já escutei de várias pessoas a frase “não era isso que eu esperava”, achei que fosse mais como os EUA.

Lição 10 – Verifique sua expectativa de vier morar em Montreal. A cidade é linda e ótima para quem gosta dela, do jeito que ela é. Se voce é uma pessoa que acha que vai sentir muita falta de SP, dos prédios altos, do consumismo da crowd, talvez seja melhor avaliar em ir para a parte inglesa, Vancouver ou Toronto.

No Brasil eu indicaria esse item 10 aqueles que são considerados playboys, ou algo do tipo. Hoje, aqui no Canada, eu não acho que devemos categorizar uma pessoa de playboy ou não só porque ela foi criada e educada em um ambiente diferente, favorecido ou não. Essa coisa de categorizar e dar nomes as pessoas não deixa de ser um preconceito.

Lição 11 – Deixe os preconceitos e conceitos morais no Brasil. Aqui as pessoas são livres, se vestem como querem, falam como querem e fazem o que querem (dentro da legalidade, é claro).

No metro ou no trabalho vejo várias vezes as pessoas com roupas rasgadas ou sujas. Ninguem vai usar uma roupa de marca ou novinha para ir trabalhar em algo pesado, não é ? Aqui ninguém aponta dedos. Ou ao menos a grande maioria não o faz.

Eu poderia continuar escrevendo mais, mas terei que sair daqui a pouco para trabalhar. Então deixo aqui minhas observações, talvez nem todos concordem, mas vale a pena para aqueles que vão chegar: abram a mente e venham preparados.

Valeu a pena ter vindo ? Até agora, achamos que sim. Estamos crescendo aos poucos e conhecendo o dia a dia da cidade e do pais, seus costumes e hábitos. Para as crianças, acho que valeu muito mesmo.

Outra dica muito valiosa: chegamos aqui pensando como imigrantes, querendo nos adaptar a uma rotina. Faça sua imigração valer a pena !!! Não viva só de trabalhar e estressar. Saia, conheça a cidade, experimente novos sabores, se aventure … É isso que faz valer a pena viver em Montréal. Cada dia a cidade nos oferece uma nova descoberta e se voce ficar em casa, vai acabar se deprimindo e desanimando.

Aproveite a vida nova !!!

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21 respostas em “1° Emprego, 2° Emprego e considerações …

    • É mais ou menos isso 🙂

      Acho que as pessoas acabam não escrevendo suas experiencias quando elas não são exatamente o que todos acreditam que sera. Pode ser que tenham vergonha. Eu sei que gostaria de ter lido algo mais claramente assim antes de ter vindo. Eu viria de qualquer jeito, mas não ficaria tão frustrado no inicio por não conseguir sequer arrumar uma entrevista na minha área (mesmo em cargos bem menores) achando que o problema talvez fosse comigo.

      Vale a pena se viermos preparados !!!

      • Perdão, Le Poussin Pére.. por acidente não postei direito para meu marido.. haha… era para ter enviado no e-mail dele… ia comentar o post somente agora..

        Mas não tem problema..

        De qualquer forma, quero agradecer enormemente seu post. Tem informações valiosas principalmente para nós que estamos no inicio do processo (nosso dossier foi aberto ontem :D). Sempre imaginei que não era esse “oba-oba” que algumas pessoas pregam. De verdade imagino que alguns tem vergonha de contar o que realmente acontece quando chegam.

        No nosso caso, ele é enfermeiro, logo tem oportunidade se recolocar no mercado de trabalho “mais rapidamente”, mas quanto a mim pobre administradora na área e logística e projetos, minha faculdade, minha pós graduação correm o sério risco de serem ignoradas. Tanto é que estamos no caminho que você sugere.. vamos fazer uma troca: enquanto ele estuda eu trabalho em qualquer coisa (survive job), e quando ele se recolocar, é minha vez de voltar aos estudos, pois sei que com certeza irei precisar até pela particularidade da minha área (transportes, regras federais, leis, importação / exportação).

        Mais do que nunca agora, já vamos poupar mais dinheiro para ter uma adaptação menos dolorosa possivel na parte financeira.

        Mas não é fácil não meu amigo. Admiro vocês e temos orgulho de nós mesmos em ter a coragem e determinação de seguir em frente nesse processo. Não é para qualquer um!
        E olha, essa realidade é a mesma para qualquer imigrante. Nossa professora de francês morou na Suíça e sempre nos puxa das nuvens, dizendo como é a realidade para um imigrante. Nada vem de mão beijada mesmo. Pra começar que você está em um ambiente completamente diferente do que você conhecia desde seu nascimento.

        Pode ter certeza que essa etapa vai passar. Tudo vai se colocar no lugar para vocês! O lado sol logo vai chegar.

        Um grande abraço

  1. Antes de tudo! Parabéns pelo post! pela clareza, pela parcialidade (isso mesmo, pelo seu sentimento envolvido quando escreve), pela coragem e por gastar tempo escrevendo, que acaba sendo mais pelos outros, pra ajudar, do que por você mesmo!
    Eu achava que já tinha lido muita coisa nesses anos de processo, mas nada como o que se lê aqui neste blog, não tenho dúvidas. Eu e meu marido amadurecemos muito acompanhando esse processo de adaptação que você tem descrito aqui. E é o que você falou, que iria de qualquer jeito, só ficaria menos frustrado. Lemos os seus posts e continuamos com vontade de ir, mas com muito mais maturidade, informação.
    E não acho que seja um caso específico seu a dificuldade com o emprego, a questão é que pouca gente relata. Uma pena, já que, como você mesmo diz, aí se aprende a perder o orgulho, o preconceito….Mas pelo visto não é com todos que isso acontece.
    Muita sorte e muito sucesso!
    E, se para os meninos foi excelente, é o que conversamos: por eles vale a pena deixar a zona de conforto!
    Um grande abraço para toda a família!
    Fe

    • Olá Fe !!!
      Muito obrigado por suas palavras. O blog também é terapia e as vezes dar uma desabafada e contar aos outros como vimos o processo com os nossos olhos também ajuda a tirar um certo peso das costas.
      A intenção do post foi essa mesma, informar aos outros para deixar um pouquinho a visão romantica da imigração e saber que é uma batalha dura nos primeiros meses, anos … Mesmo assim quando voce chega e ve a cidade, passeia pelo país, sabe que fez a coisa certa imigrando.
      Tenho sempre em mente que a nossa imigração foi muito por nossos filhos e que eles poderão curtir o país no futuro de maneira mais plenamente que nós e isso motiva bastante.
      Um abração e espero encontrar voces logo por aqui !!!

  2. Salut Poussin!

    Acho muito bom você mostrar o “outro lado” na imigração. Infelizmente a maior parte dos blogueiros para de blogar quando chega no Canadá, porque é chato assumir que a coisa aperta no começo. E nem tudo são flores. O pior é que quando pessoas tocam nesses problemas (que hoje vejo como desafios) ninguém que está ainda no processo acredita!

    Por outro lado, convido você a reler esse post daqui a 2 ou 3 anos. E vai ver que na verdade a coisa não é tão feia assim. O começo é muito duro e requer uma dose enorme de humildade, mas depois você se formata ao meio e sua performance no mercado de trabalho aparece do nada. De algum forma, há uma etiqueta na sua testa onde está escrito recém-chegado, para nós é invísivel, mas os empegadores enxergam. Com o tempo essa etiqueta sai e o mercado te vê com outros olhos. A verdade é que isso não leva alguns meses e sim alguns anos.

    Estou aqui há mais de 5 anos e ainda percebo essas dificuldades mas infinitamente menos do que no primeiro anos. Espero que vocês encontrem um plano efetivo para resolver esses “desafios”, quer seja fazer um curso aqui, ou validar diploma, ou ajustar a carreira ou simplesmente ter paciência e subir um degrau de cada vez até voltar a sentar na janela. Lembrando que cada profissão é diferente e não tenho a mínima ideia do caminho que vocês irão seguir.

    E se precisarem de algo, é só piar….

    • Olá Sandro, uma honra ter voce comentando por aqui.

      Eu não quis desabonar o processo de imigração e nem falar para as pessoas não virem. Minha intenção foi realmente dar uma visão das primeiras dificuldades com ponto de vista de quem chegou agora.

      Acho que devido a estar um pouco frustrado em relação profissional, meu post saiu um tanto quanto pessimista, mas não sou assim não !!! 🙂

      Tenho certeza que esses desafios serão superados ao longo do tempo. Recentemente assisti uma palestra muito boa sobre a adaptação dos imigrantes e esse foi um ponto chave do palestrante: os imigrantes levam em média 6 anos para atingir um grau profissional semelhante ao que tinham em seus países de origem.

      Acabei fazendo todo esse texto porque não há coisas parecidas que contam essa experiencia. Geralmente as pessoas dizem “dei um passo atras” na carreira. Acho que esse papo é de certa forma ter vergonha de admitir que recomeçou tudo, está trabalhando de peão ou fazendo umas limpezas por aí. Pois não vejo ninguém citando isso e vi que a situação não é só comigo, outros imigrantes tem a mesma experiencia.

      Vou guardar esse link com carinho e rever daqui há alguns anos. Espero que me renda boas risadas !!!

      Quanto a profissão, fiz a lição de casa em relação a validação e ordem, estou esperando a resposta da minha inscrição a Ordem dos Químicos. Eles levam até 90 dias para dar a permissão ou indicar conteúdos adicionais.

      Ontem o trabalho foi até divertido, então estou tranquilo (apesar de meio cansado) 🙂

      Abração !

    • Ah, é bem isso mesmo … A imigração é um processo, as expectativas nunca devem ser levadas a te fazer com o paraíso na Terra (minha esposa me falava isso todo dia no Brasil kkkk).
      Vale a pena, voce vai curtir, vai ter qualidade de vida e paz … Mas tudo isso vem com um começo dificil de mudança de atitude e muito trabalho duro.
      Obrigado !!!!!

      • No meu caso, Poussin Pére, nem dá para alimentar ilusões: sou da área de artes. Ainda que não haja necessidade de ingressar em entidades de classe ou fazer reconhecimento de diplomas (eu tenho DOUTORADO, por sinal) e a pessoa possa exercer sua atividade desde a chegada, os obstáculos são os mesmos em qualquer lugar. A pessoa trabalha por conta própria e enfrenta um mercado competitivo e bastante afunilado.
        Já sei que vou para um college, para começar a montar uma network e tentar mostrar serviço naturalmente sem sair atirando pra todo lado feito um doido.
        Difícil mesmo está sendo viver no Brasil.

      • Poussin-pére, me esqueci de comentar um fator importante que, nessa discussão, demorei a me dar conta. Essas situações de recomeço e essas dificuldades não acontecem apenas quando você vai para outro país. No Brasil mesmo, basta você sair da sua cidade para outra e pode ter problemas para se recolocar no mercado de trabalho.
        Vim para o Rio de Janeiro há alguns anos para fazer doutorado e esperando ter melhores oportunidades de trabalho na área artística. Na primeira parte, a acadêmica, tudo correu bem. Mas não consegui grandes oportunidades na área artística porque a competição é muito grande e porque a prioridade para as poucas vagas disponíveis é para pessoas conhecidas, da mesma “panela”. Engraçado que até hoje a maior parte das minhas oportunidades vem da minha terra natal. São coisas que eu já tinha começado a construir antes de vir.
        Quero dizer com isso tudo que uma mudança de país pode não ser tão diferente assim, pelo menos no tocante aos desafios e obstáculos a superar, do que uma migração pelo Brasil mesmo… Ser um estranho numa terra estranha nunca é fácil!

  3. o pessoal de enfermagem precisa validar o diploma. A resposta da ordem dos enfermeiros pode ser obtida quando a pessoa ainda esta no Brasil (cenario ideal) ou demorar até 2 anos (conheço 1 caso com 2 anos e meio de espera, pior cenario). Enquanto a equivalência nao sai, pode-se trabalhar como préposé aux bénéficiaires, especie de atendente de enfermagem. Nao é ser enfermeiro, é ser PAB. E em grandes cidades, estao exigindo mesmo um curso de PAB (que pode levar alguns meses complementares).
    Bref, nao é facil para ninguém e isso todo imigrante deve saber.

    balanço de 7 anos de Canada = meu primeiro ano foi de espera, trabalhei como PAB e quase entrei em depressao, vim sozinha e foi barra. Depois passei no curso de equivalência, consegui emprego, fui adquirindo experiência , acabei sendo aceita num mestrado (por opçao, nao era obrigatorio, estava super bem no meu antigo cargo!) e aqui estou. O começo é foda. com F maiusculo. Mas depois de algum tempo (que é variavel de caso para caso!) as coisas (em geral!) se acertam.

    Dizem que a imigraçao leva 5 anos para ser consolidada. Acho que é bem por ai mesmo ….

    • Gabi, voce é referencia de imigrante bem sucedida pela comunidade de blogs de imigração 🙂
      Sim, realmente leva um tempo e mesmo aqueles com expectativas ótimas em empregabilidade terão que superar alguns obstáculos e esperar.
      Teremos paciencia pois sabemos que os frutos do trabalho virão no futuro.
      Um abração !!!

  4. E dificil encarar que vai ser dificil mas sera dificil!!Nao temos duvidas.
    Na minha situaçao estou indo com visto de empreendedor ou seja, vou montar um negocio(minha esposa montara) e como sou medico, vou correr atras da revalidaçao do diploma que nao e facil!!Ate conseguir, vou tentar trabalhar em pesquisar ou homecare, vou ver o que eu consigo quando chegar ai
    Mas nao podemos desistir apesar das dificuldades pois , para quem consegue viver aqui no Brasil, o Canada sera o ”paraiso”!!
    Abraçao e estou torcendo sempre por voces
    ANDRADE

    • Esse é o caminho Andrade. Termos a consciencia de que vamos chegar aqui e ter vários desafios para superar e principalmente, ter ciencia e planos de como vamos fazer. Essa programação ao meu ver é a segurança para o recem chegado, durante suas descobertas.
      Obrigado e até logo !!!!

  5. É isso aí, meu caro! Quem quiser, que não goste do seu post, mas eu prefiro ler isso e ter a chance de me preparar do que simplesmente ficar sorrindo e empolgado com alguns blogs que parecem programa da Ana Maria Braga, onde se faz uma omelete e se fala que está ma-ra-vi-lho-so! Eu sempre, sempre, sempre fiquei com um certo receio de todo mundo que parece colocar o CSQ ou o visto como o “fim” do processo, porque tenho certeza de que não é o fim. Não sei nem se há fim para um processo de imigração. Entendo que o processo é o que abre as portas para a nova vida, mas a nova vida é que é o processo de fato! Imagino que as angústias pelas quais passamos para conseguir o visto (espera, documentação, espera, espera, entrevista, espera, CSQ, espera, documentação, espera, espera, exames médicos, espera, espera, visto, espera, landing) não são quase nada perto do que temos de enfrentar na hora do vamos ver! Por isso, fico feliz em ler um post assim e, embora um tanto chateado pela sua situação atual, tenho certeza que, como o Sandro falou, daqui a algum tempo você vai olhar para essa etapa, respirar aliviado, dar uma risadinha e falar: “e não é que consegui?”.

    Mais uma vez, obrigado pelo post! Março do ano que vem estou por aí, e é bom ser lembrado do que posso ter que encarar logo de saída!

    Abraço!

    • Doug, sua colocação “mas a nova vida é que é o processo de fato” é perfeita. De fato, o processo de imigração é tem só um passo na obtenção de documentos. A vida é muito mais completa do que só isso.

      Espero que sua espera até março seja tranquila, com boas despedidas. E não esqueça antes de chegar aqui de entrar nas comunidades do Facebook, tem muita gente boa que ajuda bastante por lá.

      Abraço !

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