6 1/2 meses !!! Uma conquista a cada dia

Passei os últimos 2 meses meio afastado, sem escrever. Muita correria com o novo trabalho (nada de pressão, só trabalhando mesmo) e visitas (meus pais vieram nos visitar para o Natal !!!).

A vida aos poucos se normaliza. Nossa pequena poussin já está falando frances na garderie e em casa. Nosso poussin grandão também, graças a classe de accueil. Conforme as coisas passam, nossa rotina fica mais normal.

Estreamos o sistema de saúde em uma clínica sans rendez-vous (crianças e inverno, gripes na certa) e até agora correu tudo bem com um bom atendimento.

Consegui minha habilitação na primeira tentativa, uma coisa a menos a fazer (aos que chegarem, recomendo que façam isso logo mesmo sem ter carro, já elimina uma pendencia que poderá acabar dando trabalho). Fiz porque no meu trabalho, as vezes preciso atender algum chamado fora de hora e se for a noite, só indo de carro. Devido a essa e outras razões, também compramos um carro baratinho para poder nos locomover.

Tudo está indo bem e aos poucos nosso esforço começa a render bons frutos, uma qualidade de vida superior. Já tivemos festinha na garderie (poussin-mère chorou como sempre de emoção) e estamos conhecendo novas pessoas e criando amizades (na grande parte, outros imigrantes).

A parte financeira ainda precisa melhorar, mas o governo está fazendo a parte dele: os auxílios para as crianças e para a garderie saem nas datas certinhas e com certeza isso ajuda e dá uma tranquilidade para irmos mais longe com mais tranquilidade.

A neve e o inverno chegaram e até agora não foi tão assustador como pensavamos. Claro que o pior ainda está por vir, janeiro e fevereiro no alto inverno. Mas como todos dizem, estar bem preparado ameniza os incovenientes da neve, que aliás, deixa tudo lindo tão branquinho.

Por hora é isso. Fica no nosso registro de épocas que não temos grandes novidades, considerando que essa é a novidade. A chegada dos pais foi muito legal e tem sido uma festa com as crianças durante esse período.

Um abração a todos e caso eu não escreva mais até lá, Feliz Natal !!!

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2 meses de Canada !!!

Hoje comemoramos nosso aniversário de 2 meses de Canada. E estranhamente, posso afirmar que parece que moramos aqui há muito mais tempo. Sério, a noção de tempo é meio estranha e dá a sensação que estamos aqui há muito mais tempo.

Hoje chegaram as cartas de residentes permanentes de todos aqui em casa, exceto a minha 😦 . Eu recebi na semana passada uma carta solicitando novas fotos pois as minhas estavam fora de padrão. Ok, ok, faz parte e eu já enviei hoje.

Hoje também voltamos as aulas. A francisação retornou e agora voltamos a ter a nossa rotina light de estudos.

Fizemos algumas amizades novas e ganhamos várias coisas de outros brasileiros que não utilizavam mais. Existe um ciclo de passagem das coisas dos habitantes antigos para os novos imigrantes e ficamos muito felizes por poder compartilhar essa experiencia. E quem sabe no futuro também pode ajudar os recém chegados.

Ainda estamos sem trabalho, essa área é complicada. Por todos os relatos, considero que a experiencia é muito mais importante do que eu pensava, apesar de eu já saber disso. Ainda estou fazendo contatos e aguardando os resultados das entrevistas que já fiz.

Nossa pequena finalmente parou de chorar para ir na garderie e agora está muito mais tranquila, apesar do comportamente fora de padrão que ela tem tido. Acho que é pelas mudanças. E ela tem resistido a fazer o dodó, a sonequinha da tarde na garderie. E isso está deixando ela um pouco agitada quando chega em casa.

Tivemos também o primeiro aniversário em família aqui, da Poussin-Mére. Claro que em um contexto mais resumido, mas cantamos parabéns com bolo e cupcake para ela e ela recebeu vários chamados pelo skype e facebook. Ainda não fomos esquecidos por alguns amigos !

O governo também não deu nenhuma resposta sobre os pedidos de auxílio as crianças, principalemente o da garderie que estamos pagando privada. Já nos falaram que leva tempo e por enquanto, nos ainda temos …

Ainda vivemos o frenesi do verão e muitas festas e festivais estão acontecendo. Na realidade estou até queimado de tanto sol. Mas todos dizem que logo vamos vivenciar a estação mais bonita, o outono. Incrivalemente parece um consenso: quebecois e imigrantes dizem que é a estação mais bonita e garadável do ano.

Estamos quase de mudança para a casa nova, os eletromenagers já chegaram, mas ainda estão pintando e resolvendo as pequenas reformas. Tudo bem, estão atrasados, mas que fique tudo pronto e bem feito.

Por hora é isso. Vi que alguns brasileiros vão chegar agora em setembro e ficamos felizes, vão poder aproveitar alguns dos festivais que ainda estão acontecendo e fazer contatos. E vi também que muitos foram convocados para a entrevista do CSQ em setembro !!! Boa sorte a todos !!! Se já chegaram nesse ponto quer dizer que estão a um passo do final do processo e que o federal está saindo rápido. Alias, após o CSQ a vida passa rapidamente kkkk ….

Abração a todos que nos acompanham e boa semana !

 

Da série: Por que sair do Brasil ? [3]

Até agora eu havia postado somente casos acontecidos com pessoas que não conhecemos. Hoje, vou falar sobre a minha experiência de ontem.

Le Poussin fils estava ontem brincando na casa da vó com meu sobrinho. Aliás, eles adoram ficar por lá. Quando cheguei do trabalho, meados de 19h. fui com junto a Poussin Mère et Poussin fille buscar o pequeno bagunceiro.

Chegamos, rapidamente recolhemos as coisas e fomos embora. Em torno das 20h, fazendo o trajeto que sempre faço, parei em um sinal. É o mesmo caminho que faço sempre saindo da casa dos meus pais. Haviam vários carros parados.

De repente, uma moto para de maneira extremamente suspeita do meu lado. Olhei em torno imediatamente analisando as rotas de saída e percebi que Possuin fils estava com a janela totalmente aberta olhando para fora, apoiado na mesma. Eu também estava com a janela totalmente aberta.

Imediatamente quando o motoqueiro parou do meu lado, olhei para seus olhos. Dá forma que ele parou entre os carros e olhou para a moto que veio atrás, já senti aquela sensação de “fudeu” (desculpe a palavra, mas essa é a melhor forma de descrever a sensação do momento).

Mantive os olhos nos olhos do motoqueiro e já ameacei sair com o carro. Notei que ele me respondeu o olhar com uma cara de “você já era”. Levantou a camisa e lá estava aquele revólver preso a cintura. De cara já pensei que não daria para fugir. A posição estava muito exposta e o risco de levar um tiro nas crianças no banco de trás seria grande.

Simplesmente, desisti e esperei o momento. Ele olhou novamente para meus olhos segurando a arma, mas ainda presa a cintura. Então olhou para o banco de trás.

No banco de trás, Poussin fils nem imaginava a situação. Olhava para alguma coisa fora do carro.

O bandido olhou para ele, olhou para Poussin fille no assento infantil e voltou a olhar para os meus olhos.

Não sei exatamente o motivo, mas ele soltou a arma e escondeu novamente com a camisa. Nesse momento eu imediatamente virei a direita no sinal vermelho com trânsito e tudo. E fui embora.

Poussin Mère estava falando (eu nem lembro o quê). Falei para ela da situação. Geralmente ela não percebe esse tipo de coisa mesmo. Já não é a primeira vez que somos quase assaltados, mas dessa vez, a coisa foi muito mais tensa.

Não sei o que o fez desistir do assalto. Se foram as crianças no banco de trás, se foi o fato deu ter ficado objetivamente encarando os olhos dele.

Mas assim que sai pensei: acho que isso não me aconteceria no Canadá. Eu acho. E tive a certeza forte que não quero mais ficar aqui.

Até chegar em casa, confesso que fiquei um pouco abalado. Triste.

Poussin fils escutou eu falando com a mãe e ainda disse: “a gente ia ser assaltado né pai ?”

Pois é. Pensei que aquele era uma péssima maneira de terminar o dia.

E seguimos em frente nessa selva.