Rendez-vous e palestras para recém chegados

Quando chegamos no Canada, durante o landing, nos é fornecido uma folha com números importantes sobre os primeiros passos no Canada. Um deles é marcar um rendez-vous com alguma agencia para os primeiros passos.

Como bons imigrantes e estudando há muito tempo, boa parte do que estava na folha nós já sabíamos como fazer. Mesmo assim, marcamos o rendez-vous com o orgão, que no nosso caso foi o Le Collectif ( http://www.cfiq.ca/ ), pela proximidade do nosso endereço.

O primeiro encontro é um tipo de palestra que fala sobre quase tudo e explica como é o trabalho do orgão. Tem gente de várias nações e é claro, a única língua falada é frances. Apos a palestra, temos o agendamento do nosso primeiro rendez-vous pessoal. Tudo é optativo, faz quem quiser. Minha esposa escolheu não fazer agora o processo para melhorar o frances e ir mais preparada. Eu estou ansioso para trabalhar, então já me cadastrei logo.

Hoje tive o rendez-vous. Na realidade é uma mini entrevista onde eles perguntam qual o nosso objetivo (para trabalhar) no Canada, como estamos nos sentindo e como estão indo os primeiros passos. Fizeram a abertura do meu dossie e já recebi uma agenda com diversos atelies (tipo uma palestra) e as datas. E também me deram um conselheiro individual que ira me ajudar a fazer o currículo, dar dicas e afins.

Existem atelies de vários tipos, desde profissão, currículo, treinamento de entrevista em ingles, como se apresentar e muito mais. Tudo na listinha. Esses cursos são repetidos em ciclos e por isso quem optar por não fazer ou perder a data, poderá participar no próximo ciclo sem precisar se registrar e nem telefonar. Somente os encontros com os conselheiros individuais são marcados e confirmados por telefone.

Existe uma proposta muito forte para conhecermos outras regioes e cidades do Québec além de Montreal. Montreal recebe cerca de 70% dos imigrantes do Québec e é claro que apesar de existir muito mais vagas por aqui, existe também mais competição.

O plano de trabalho deles incentiva as famílias a abrir seus horizontes e pensar na possibilidade de morar em outras cidades que também possuem demanda de profissionais, em menor quantidade mas com menor competição. A comparação foi do tipo candidato/vaga de vestibular: enquanto Montreal tem 100 vagas para 200 imigrantes, cidades pequenas oferecem 10 vagas para 2 imigrantes.

Tudo isso se adapta a nossa idéia de morar em um local menor, mais tranquilo. A conselheira também afirmou que a francisação, obtenção de documentos e primeiros passos podem ser feitos tranquilamente nestas cidades menores que também oferecem suporte a recém chegados. Nunca vi blogs de pessoas em cidades menores do Québec, ao menos que eu me lembre (com exceção da Gabi enfermeira, que é meio nomade kkk).

Bom, escrevi sobre esse assunto para que os recem chegados participem dessa seance de informações. Apesar de saber muita coisa que eles falaram, existe a possibilidade de um auxilio efetivo na busca de emprego e preparação para o mercado de trabalho. Acho que isso faz parte da lição de casa do imigrante.

Dia 02/07 começaremos nossa francisação em um Centro da Comissão Escolar de Montreal. Vou aproveitar para participar dos encontros em ingles do Le Collectif e tentar desenvolver uma vantagem extra sobre outros imigrantes, 3 línguas !!!

Desejo a todos que estão nesta aventura que cheguem logo aqui. É emocionante, assustador, excitante, é tudo ao mesmo tempo 🙂

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