Feliz Natal !!! Otimo 2017 a todos !

Nesse mes de dezembro recebemos meus sogros e minha cunhada aqui em casa. Claro que a casa fica aquele caos gostoso das visitas que nao viamos ha mais de 2 anos.

Saidas para compras, passeios, turismo e festa em geral. Hoje ele foram embora, ja que o ciclo ida e vinda faz parte destes momentos. E assim, fica mais uma vez um vazio. A casa vazia, o jantar faltando alguma coisa.

Frequentemente nos falam como todos tem orgulhos de nossa coragem.Mas a parte mais dificil nao é imigrar, a lingua, o trabalho ou recomeçar. A parte mais dificil é o vazio que todos nos deixam quando visitam e vao embora. Com o passar do tempo vamos esquecendo e a sensacao de solidao familiar se dissipa; até que a proxima visita chegue e o ciclo recomece.

Depois dessa bela visita de Natal, fica nossos votos a todos os viajantes de Boas Festas !!! Que 2017 seja um ano especial para todos e que possamos dissipar a saudade da familia atraves de mais visitas !!!

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Da série: Por que sair do Brasil ? [3]

Até agora eu havia postado somente casos acontecidos com pessoas que não conhecemos. Hoje, vou falar sobre a minha experiência de ontem.

Le Poussin fils estava ontem brincando na casa da vó com meu sobrinho. Aliás, eles adoram ficar por lá. Quando cheguei do trabalho, meados de 19h. fui com junto a Poussin Mère et Poussin fille buscar o pequeno bagunceiro.

Chegamos, rapidamente recolhemos as coisas e fomos embora. Em torno das 20h, fazendo o trajeto que sempre faço, parei em um sinal. É o mesmo caminho que faço sempre saindo da casa dos meus pais. Haviam vários carros parados.

De repente, uma moto para de maneira extremamente suspeita do meu lado. Olhei em torno imediatamente analisando as rotas de saída e percebi que Possuin fils estava com a janela totalmente aberta olhando para fora, apoiado na mesma. Eu também estava com a janela totalmente aberta.

Imediatamente quando o motoqueiro parou do meu lado, olhei para seus olhos. Dá forma que ele parou entre os carros e olhou para a moto que veio atrás, já senti aquela sensação de “fudeu” (desculpe a palavra, mas essa é a melhor forma de descrever a sensação do momento).

Mantive os olhos nos olhos do motoqueiro e já ameacei sair com o carro. Notei que ele me respondeu o olhar com uma cara de “você já era”. Levantou a camisa e lá estava aquele revólver preso a cintura. De cara já pensei que não daria para fugir. A posição estava muito exposta e o risco de levar um tiro nas crianças no banco de trás seria grande.

Simplesmente, desisti e esperei o momento. Ele olhou novamente para meus olhos segurando a arma, mas ainda presa a cintura. Então olhou para o banco de trás.

No banco de trás, Poussin fils nem imaginava a situação. Olhava para alguma coisa fora do carro.

O bandido olhou para ele, olhou para Poussin fille no assento infantil e voltou a olhar para os meus olhos.

Não sei exatamente o motivo, mas ele soltou a arma e escondeu novamente com a camisa. Nesse momento eu imediatamente virei a direita no sinal vermelho com trânsito e tudo. E fui embora.

Poussin Mère estava falando (eu nem lembro o quê). Falei para ela da situação. Geralmente ela não percebe esse tipo de coisa mesmo. Já não é a primeira vez que somos quase assaltados, mas dessa vez, a coisa foi muito mais tensa.

Não sei o que o fez desistir do assalto. Se foram as crianças no banco de trás, se foi o fato deu ter ficado objetivamente encarando os olhos dele.

Mas assim que sai pensei: acho que isso não me aconteceria no Canadá. Eu acho. E tive a certeza forte que não quero mais ficar aqui.

Até chegar em casa, confesso que fiquei um pouco abalado. Triste.

Poussin fils escutou eu falando com a mãe e ainda disse: “a gente ia ser assaltado né pai ?”

Pois é. Pensei que aquele era uma péssima maneira de terminar o dia.

E seguimos em frente nessa selva.

Tristeza de um Povo sem Educação

Costumo ler sempre algumas notícias da Globo Online. Apesar de muitas vezes as notícias serem parcialmente tendenciosas e várias outras vezes as notícias exibirem erros grotescos de gramática e concordância verbal, acabo por ler já que “notícia é notícia”.

Ultimamente tenho perdido prestado mais tempo nos comentários das pessoas do que na notícia em si. É impressionante a quantidade de pessoas má informadas, alienadas ou simplesmente sem a menor noção do que falam (sem contar com os erros de português). Geralmente leio e dou risadas com a falta de habilidade do brasileiro com sua própria língua (mas no fundo fico extremamente angustiado).

Hoje, porém, fiquei perplexo com a falta de educação e sentimento de amor ao próprio do brasileiro. Em uma notícia de morte de uma mocinha, 24 anos, as pessoas fazendo piadas sobre a ocorrência, culpando a pobre moça pela situação … É o fim …

Quem quiser ficar surpreso com a falta de educação do brasileiro dá uma conferida na reportagem (olhe os comentários):

Estudante da PUC-Campinas morre após queda de penhasco no Peru

A mocinha estava andando na trilha em uma mula, a mula caiu e ambos morreram. Muito triste a situação. E pior ainda com os comentários:

tanta coisa melhor p fazer, ela vai andar de mula no Peru….ZzZzZzZz..

Como assim melhor para fazer ? Essa pessoa não conhece o Peru mesmo … Acha que turismo é só na Europa … E que tipo de comentário foi esse ?

será q ela se ralou !!!!

Nem tenho comentários sobre o comentário …

campinas eh a cidade mais gaydo mundo

Além da aparente xenofobia, não sei o que isso tem a ver com a notícia.

que morte ridicula…nao parece que foi so isso…

Devo chamar este pelo nome que ele é: um verdadeiro idiota.

COM TANDO PAÍS MARAVILHOSO PRA IR, O QUE ESTA PAMONHA FOI FAZER NO PERÚ, NO MEIO DO MATO COM MONHANHAS ROCHOSAS? E AINDA SUBIR UM TERRENO ÍNGREME, EM CIMA DO LOMBO DE UMA MULA. QUEM É A MULA DA HISTÓRIA ?

Depois dessa, realmente acho que esse povo não tem salvação …. A falta de sensibilidade e cultura na mesma frase são impressionantes.

Existem vários outros exemplos de “ótima” educação por lá. Se quiserem ficar tristes, entrem e leiam.

O pior é que a tristeza pela Educação deste povo é minha, já que sou eu (nós) que tenho que aguentar essa falta de amor ao seu vizinho. É assim que as pessoas querem se comportar para virar um país civilizado ? E depois ficam indignados quando os “gringos” nos chamam de País das Bananas.